sábado, 16 de março de 2013

Laborioso - Um conto da Máfia

O conto abaixo faz parte do livro que um dia eu terminarei de escrever.Por favor,leia e comente dizendo sua opinião


-Escuta aqui cara,é o seguinte,ou você coloca sua assinatura nesse papel,ou nós colocamos os seus miolos nele.
-Certo,certo,mas porque que vocês querem que eu autorize essa criança a visitar o Jardim Botânico?
-Droga Oli,você pegou o papel errado – Disse Giovanni a Oli,que tinha pegado o papel errado.Ele deveria ter pego um documento que autorizaria uma construção de Cesare,mas no lugar levou um bilhete da escola de seu filho.
-Bom,então continue segurando esse cara aí que eu vou lá em casa e pego o documento certo.Eu sei que ele está lá. – Disse Oli,constrangido.
-Esquece,vamos colocar o cara no porta-malas. – Disse Giovanni,com raiva.
Então eles pediram com educação para que o cara fingisse que estava tudo bem e continuasse andando,até sair da lanchonete do lado da prefeitura e entrasse no porta malas do Fiat Tipo arranhado do Oli. “Educação” é um eufemismo para “uma pistola nove milímetros apontada”.
-Por favor,não façam mal a mim.Eu tenho família - Disse o funcionário da secretaria de  Infraestrutura Urbana e Obras.
-Me poupe!Pior que um burocrata,é um burocrata chorão – Disse Oli.
Então eles colocaram o burocrata no porta-malas e seguiram para casa de Oli.
-Droga ,tá um engarrafamento enorme! – Exclamou Oli
-É São Paulo Oli,você sabe – Disse Giovanni
-É... mais nessa hora?
- É São Paulo Oli,você sabe
-Vou colocar uma música.
-Atenção ouvintes,um acidente com helicópteros que cobriam o engarrafamento para emissoras de Tv rivais acaba provocando um engarrafamento ainda maior.O congestionamento chega a 250 quilômetros.
-Inacreditável! – Exclamou Giovanni
-É...como a gente liga o rádio justamente na hora que aparece uma noticia importante para nós.Parece coisa de filme.
-Não Oli,é o congestionamento.Nós temos que entregar esse documento assinado hoje para o chefe.Se não ele...fica zangado.
-Põe a culpa no transito
-Oli,não é um emprego comum,é a máfia
-Ah... Deixa pra lá. Você vai se sair bem dessa. Duvido que o Cesão mate alguém da família.
-Será?Mas e você?
-Deixa pra lá!Vou procurar uma música boa aqui no rádio.Será se tem uma rádio que toca musica italiana aqui.
-Se tiver não coloque nela. Eu detesto essas musicas.
-Mas você é italiano.
-Por isso mesmo. Lá em casa desde criança, o tempo todo,nas festas ,no dia-dia eu sempre ouço essas musicas.Coloca aí um pagode,um rock...Até musica evangélica.
De repente o celular de Giovanni toca.É Tony.
-Meu celular tá tocando.É o Tony.Oi Tony.
-Giovanni,esqueça o que você está fazendo agora.Um bandido acusado de trafico e estelionato viu o Mateo matando uma pessoa.Ele está preso.
-Mateo está preso?!
-O cara que viu o Mateo matando.
-E daí?
-Ele está numa delegacia aí perto de onde vocês estão.Ele vai acabar abrindo o bico e denunciar o Mateo para diminuir a pena.Vocês tem que tira-lo de lá.
-Espere,como você sabe onde eu estou?
-O aplicativo do Smartphone.É a tecnologia a serviço da máfia.Desligo.
-Droga.
-O que foi Giovanni? – Perguntou Oli.
-Você não prestou atenção na conversa?
-Não,eu estava prestando atenção no transito.
-Olha,nós temos que ir até a uma delegacia próxima daqui e acabar com um cara que vai denunciar o Mateo.
-Mas nós nunca chegaremos.O transito tá parado.Não tem nem como a gente sair daqui.
- A pé tem.
-Ah não.Eu não vou deixar meu Fiat Tipo sozinho aqui não.
-Vamos cara,é sério.Ninguem vai roubar seu carro.Se alguém roubar eu dou o meu Smartphone para você. – Disse Giovanni num tom de piedade.
-Não cara,eu nunca aceitaria...
-Eu te decepo se você não for comigo – Disse Giovanni num tom ameaçador.
-Certo,vamos e ...Ai!
-O que foi Oli?
-Com esses motoboys nós nunca vamos conseguir passar por esses carros.Tá cheio deles.
-Espere,eu dou um jeito nisso.
Então Giovanni esperou um motoboy se aproximar,estendeu o braço e cerrou os punhos.O motoboy bateu a cabeça no braço de Giovanni e caiu da moto.O motoboy se levantou e foi reclamar com Giovanni,que apontou uma arma para ele.Giovanni ameaçou o motoboy e o mandou tirar o capacete e entrar no Fiat Tipo do Oli.Então Giovanni deu um tiro na cabeça do motoboy.Sangue e miolos se espalharam pela parte de trás do carro de Oli.O motoboy morreu.Oli ficou com raiva.
-Você sujou meu carro.E matou um cara friamente...No meu carro!?
-Agora temos uma moto.Cara,ele só tinha um capacete.Vamos logo,eu uso o capacete.
-Certo.
Oli fez o sinal da cruz,todo errado,mas fez e subiu na garupa da moto.Giovanni pilotou a moto.Ele estava com capacete,Oli não.Para acabar com o suspense e agonia,o motoboy não era Nilton.
-Giovanni,como a gente vai chegar na delegacia e tirar o cara?Esse serviço tem cara de Mateo.
-Nós improvisamos.Somos os Tortoni não é?
-Eu sou só há pouco tempo.Sou um estagiário da máfia.
-Não fale um absurdo desse!Você é um membro valioso dos Tortoni.Estagiário é o Tony.
-Puxa,obrigado.
-Mas deixe de sentimentalismo. Você está abraçado atrás de mim em uma moto.
-Desculpe.
Então Giovanni e Oli com a moto,passaram pelo transito.E chegaram na delegacia.Oli ficava olhando para o seu carro o tempo todo(sim,o carro de Oli ainda dava para ser visto,mesmo na delegacia).
-Cara,será se vão ver o sangue e o corpo do cara do meu carro?
-Oli,não se fala isso numa delegacia.
-Desculpe.Mas e aí?Qual o plano?
-Bom nós...vamos perguntar quem é o cara que foi pego e...
-E...
-Não tenho ideia do que fazer.
-Espere,eu já sei.
Então Oli foi até o policial que estava atendendo.
-Bom dia,eu estamos fazendo um trabalho para a faculdade e a gente precisa entrevistar alguém que foi preso recentemente e aguarda interrogamento.Tem alguém que foi preso e aguarda interrogamento aí?
-Interrogatório você quis dizer não é?Nossa,o ensino superior no Brasil...Vocês fazem faculdade de que?
Oli ficou alguns segundos mudo,sem saber o que falar e disse:
-Faculdade de Mestrado.
-Mestrado?Bom,olha...pegamos um cara hoje,ele já vai ser interrogado.
-Acusado de quê?
-Trafico de drogas e...estelionato.
-É esse! – Gritou Giovanni.
-Está bem,vou chama-lo.
-Legal Giovanni,conseguimos.
-Ainda não.Nós nem sabemos como tirar o cara daqui,e nem sabemos se esse é mesmo o cara.
-Liga pro Tony.
-Boa ideia,vou ligar pro Tony,ele pode confirmar se o cara é esse mesmo.
Giovanni ligou pro Tony.
-Tony?
-Oi Giovanni,o que você quer?
-Chegamos na delegacia e tem um cara que parece que é o bandido que viemos matar.Como sabemos se ele é o cara certo?
-Er...manda uma foto,eu posso confirmar.
-Certo.
-Tchau
-Eu vou mandar uma foto do cara para o Tony.
-Beleza Giovanni. É a tecnologia a serviço da máfia .Ali vem o cara.
-O que vocês querem comigo? – Disse o cara.Um policial o conduzia.
-Nós só vamos fazer umas perguntas para o trabalho da faculdade.Primeiro vamos tirar uma foto.- Disse Giovanni.
-Epa ,fotos não – Disse o Policial
-Por favor cara, só uma,e só dele.Você não vai aparecer.
-Está bem,podem tirar. – Disse o policial.A atuação de Oli e Giovanni estava deveras convincente.Giovanni tirou a foto e mandou para o Tony.Ficou esperando uma mensagem de volta e nada.
-Pode começar a perguntar – Disse o policial.
-Está bem é...qual o seu nome? – Perguntou Giovanni.
-Milio Fernandes de Jesus. – Respondeu o bandido.
-Espere?Milio?Seu nome é Milio?!
-Meus pais eram analfabetos.Eles queriam que todos os filhos tivessem os nomes começados com as mesmas iniciais.Então colocaram Maria, Marineide, Mariovaldo, Maretusa,Mailson e eles achavam que Emilio começava com eme, sabe “EMI-lio” ,então colocaram esse nome ridículo em mim. – Respondeu o bandido.
-Que história triste! – Disse Oli
-Concordo - disse o policial
Enquanto eles conversavam,Giovanni estava agoniado esperando uma mensagem confirmando ou não se aquele era o bandido certo.Até que Giovanni recebeu uma mensagem confirmando.Agora ele só precisava de um jeito de tirar o cara de lá e mata-lo.
-É ,qual seu signo? – Perguntou Oli ao bandido.
-Signo,eu não estou aqui para responder essas perguntas?Estou aqui para denunciar um mafioso chamado Mateo.Ele é um assassino frio e pertence a uma máfia italiana. – Disse o bandido.
-Epa,agora eu é que vou fazer perguntas?Que máfia é essa?- Perguntou o policial.
Giovanni e Oli ficaram desesperados.Não sabiam que atitude tomar.Giovanni pensou em matar todos os policiais e civis que estavam naquela delegacia,mas era impossível.Oli não pensou e pegou sua arma,e a deixou escorregar.O bandido pegou a arma.
-Muito bem,afastem-se!Eu vou embora!- Disse o bandido.
-Solte a arma,solte a arma – Disse o policial apontando a arma para o bandido.Todos na delegacia ficaram histéricos.Oli e Giovanni se abaixaram.O cara foi andando de vagar até a porta,com vários policiais apontando a arma para ele,mas eles não atiravam por causa dos civis.Giovanni então se escondeu atrás de uma mesa, pegou seu revolver,tirou o silenciador ,e atirou num canto.Os policiais se assustaram e atiraram no bandido.O bandido levou tiros na cabeça,na garganta,no peito,de aproximadamente 5 policiais.Sangue se espalhou por toda delegacia.O bandido morreu.
***
-Que legal Oli.Eliminamos o bandido ,Mateo não será incriminado e saímos da delegacia calmamente como se nada tivesse acontecido.Seu plano de deixar o revolver cair foi perfeito.Pena que você perdeu sua arma.- Disse Giovanni.
-É,claro.Meu plano...- Disse Oli.
-Veja,seu carro ainda está lá.Intacto.
-Ufa,que sorte.
-O engarrafamento também.
-Que pena.
Então Oli e Giovanni se aproximaram e chegaram no carro.Encontraram um bilhete nele escrito “Vi tudo o motoboy,se não me deixarem 19 mil embaixo da placa ‘obedeça a sinalização’ denuncio vocês”.
-Droga! – Disse Giovanni.
-Calma,mas quem é que escreveu o bilhete?
-Não sei,aqui não diz nada.
-E como vamos arranjar 19 mil?
-Eu ligo para o Tony.Ou para o Mateo.
-E esse cheiro de morto dentro do meu carro?Ficou muito tempo no sol.
-Vamos ter que empurrar seu carro no rio.
-Ah não cara.
-Vamos sim.Depois compramos outro.E se você não aceitar isso...
-Eu sei,você me decepa.Vamos.
Então Oli e Giovanni tiraram o carro da pista e o empurraram para o rio.Oli ficou se lembrando de todos os momentos que passou com aquele carro.Como o roubou,como perdeu a virgindade nele.Como foi preso por roubar o carro.Como comprou de volta do carro do dono verdadeiro do carro.Como levou a adolescente que engravidou dele para o hospital naquele carro.Lembrou também de que tinha um cara no porta-malas dele.
-Tem um cara no porta-malas do meu carro,tem um cara no porta malas do meu carro! – Gritou Oli.
-Caramba,é mesmo!- Disse Giovanni.Então eles seguraram o carro que estava quase caindo na água,e tiraram o cara do porta-malas.
-Cara,salvamos sua vida. – Disse Oli.
-Obrigado. – disse o burocrata que estava no porta-malas.Ele não sabia o bem o que dizer então disse isso.
-E agora,o que faremos? –Disse Oli.
-Eu não sei,temos que esconder o carro,entregar os 19 mil e matar esse cara. – Disse Giovanni.
-Ei! – Disse o burocrata.
-Foi mal!Temos que...fazer esse cara assinar uns documentos. – Disse Giovanni.
-Olhe,eu posso ajudar.Tem 19 mil lá no cofre da secretária..Voltamos lá.Vocês tiram o dinheiro e me libertam.Pagam suas dividas e pronto. – Disse o burocrata.
-Como pegamos o dinheiro? – Perguntou Giovanni.
-Colocam mascaras ,dizem que é um assalto.Me usem como refém.
-Que boa ideia.Mas como nós três chegaremos até lá.Tá tudo engarrafado,nos dois sentidos e não temos carro. – Disse Giovanni.
-Olha Giovanni.Não jogamos meu carro ainda no rio.Só jogamos o corpo do motoboy e aguentamos o fedor.O engarrafamento não tá tão grande até na prefeitura.- Disse Oli,se sentindo um gênio.
-Se não tem outro jeito,vamos. –Disse Giovanni.
-Espere seu burocrata,qual seu nome? – Perguntou Oli.
-É Émile. Émile Durkheim. – Respondeu Émile Durkheim,o burocrata.
-Olá Émile.Coincidência,é o segundo Émile que conhecemos hoje.Ou quase. – Disse Oli.
Então Oli,Giovanni e Émile entraram no carro,prenderam a respiração e foram até a prefeitura.Saíram do carro e estavam com as roupas todas sujas de sangue.
-E agora,e esse sangue todo?-Disse Oli.
-É bom,assim o pessoal tem mais medo da gente agora cubra o rosto. – Disse Giovanni.
Então Giovanni e Oli cobriram seus rostos,entraram na prefeitura e anunciaram assalto.Todos se esconderam.Eles levaram Émile até a sala onde estava o cofre.
-Qual a senha do cofre? – Perguntou Oli.
-7272 72874242 – Respondeu Emile.
Então Oli digitou a senha e o cofre se abriu.
-Cara,tem 19 mil aqui certinho – Disse Oli,muito surpreso.
-Pois é,que sorte. – Disse Giovanni.
Então quando Oli e Giovanni se viraram viu Émile apontando uma metralhadora para eles.
-Émile,cara,você é nosso amigo.Por que vai nos denunciar?- Disse Oli.
-Amigo?Que idiotice de se dizer.Vocês me ameaçam de morte me trancam no porta-malas de um carro vagabundo e me chamam de amigo?! - Disse Émile.
-Espere,você armou isso tudo? – Perguntou Giovanni,ligando os fatos.
-Sim babaca.Eu escapei facilmente daquele carro e pensei,por que não pegar os 19 mil do cofre que eu estou de olho a tempos e colocar a culpa nesses caras?
-Droga!Nunca se deve confiar num funcionário público.Minha mãe sempre dizia isso. - Disse Oli.
Então Giovanni atirou em Émile.O tiro não matou Émile,mas ele largou a metralhadora.Era uma metralhadora muito cara para um simples funcionário publico.E era muito estranho ele guardar ela em ambiente de trabalho.
-Giovanni,você vai mata-lo? – Perguntou Oli.
-Sim,podemos ameaçar outro funcionário.
-Eu sei,mas antes vamos ler Ezequiel 25:17,lembra?
-É mesmo.Eu sempre quis entender porque Mateo e Tony viviam falando desse versículo quando tínhamos que matar alguém.Eu descobri que eles tiraram isso de um filme,com aquele ator negão.
-Certo,aqui tem uma Bíblia,eu vou procurar.
-Está bem Oli.
-Me matem logo – Disse Émile,agonizando.
-Cala a boca! – Disseram Oli e Giovanni ao mesmo tempo.
-Achei!Leia Giovanni. – Disse Oli.
-Lá vai. – Disse Giovanni,então ele fez a maior cara de mau,engrossou a voz e disse –“E executarei sobre eles grandes vinganças, com furiosos castigos, e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tiver exercido a minha vingança sobre eles.”-Giovanni ficou calado por um tempo e olhou para Oli,que também estava calado.
-Achei que era maior o versículo. – Disse Oli.
-Eu também- Disse Giovanni.Que atirou em Émile.As tripas de Émile saíram de seu corpo.Seu sangue se espalhou pela sala.Émile morreu.
-Toma essa!Vá procurar uma aproximação científica para os fenômenos sociais no inferno seu babaca.Vê se lá as sociedades podem manter a sua integridade e coerência. – disse Oli.
-Hem?- Disse Giovanni.
-É uma piadinha,sabe.Émile Durkheim foi um sociólogo e...esquece. – Disse Oli.
-Bom,vamos embora – Disse Giovanni
-Deixamos tudo aqui?
-Pegue o dinheiro. Vamos para casa.Outro dia a gente resolve o lance dos documentos.O tio vai entender,e vai gostar com a gente chegando com 10 mil pra máfia.
-Mas aqui tem 19 mil e...Ah,entendi. - Disse Oli.
-Vamos dividir os 9 mil entre a gente.Vai ser uma divisão 60/40. 60 para mim claro. -Disse Giovanni.
-Não é justo.Tem que ser 60 por cento para mim e 40 para você. - Disse Oli.
-Eu fiz mais,mereço mais grana.
-Meu carro foi estragado.Vamos fazer assim,60/60, assim ambos ganhamos mais.
-Certo,vamos embora logo. - Disse Giovanni.
-Mas acabou a gasolina do meu carro.
-Vamos de ônibus.
-Mas,estamos sujos de sangue,e com dinheiro.
-Sexta-feira,de tarde,engarrafamento.Ninguem no ônibus vai ligar para isso.Se ligarem vão saber que o estresse vai ser maior.
Uma pessoa entrou na sala e viu a sangrenta situação.Giovanni tentou atirar no cara mas as balas acabaram.Então ele pegou um notebook e arrebentou na cabeça do cara.
-É a tecnologia a serviço da máfia. – Disse Giovanni.
Então eles voltaram para casa.No dia seguinte Oli voltou e seu carro estava no mesmo lugar.A policia arquivou o caso.



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