segunda-feira, 3 de novembro de 2008

jornada nas estrelas a série animada


fonte http://www.trekbrasilis.org/classico/tas/breve.htm
Em 1972, três anos após a Série Clássica de Jornada ter sido cancelada, a emissora de televisão NBC estava considerando lançar uma nova série do franchise, devido ao grande sucesso que a série original estava fazendo com suas reprises. Porém, de acordo com os cálculos da Paramount, seria necessário desembolsar cerca de US$ 750 mil para reconstruir os sets de filmagem, refazer os figurinos e o resto das bugigangas (feisers, tricorders etc.).Como os gastos de produção seriam proibitivos, acabou surgindo a idéia de criar uma versão econômica do seriado, no formato de desenho animado. De todos os produtores de animação que conversaram com Gene Roddenberry, Lou Scheimer e Norm Prescott, da empresa Filmation Associates, foram os que finalmente o convenceram para dar o pontapé inicial no projeto.A razão que fez Roddenberry optar pela Filmation foi porque a empresa foi a primeira que garantiu que poderia fazer uma série animada exatamente nos padrões da Série Clássica, sem a adição de figuras características dos desenhos que eram exibidos nas manhãs de sábado nos EUA, como animais falantes bonitinhos ou crianças espertinhas.Roddenberry escolheu a sua antiga secretária e roteirista de diversos episódios da Série Clássica, Dorothy (D.C.) Fontana, como produtora associada e editora de roteiros. Ela acabou por trazer vários escritores de episódios da série original de volta, incluindo David Gerrold ("The Trouble with Tribbles"), Margaret Armen ("The Paradise Syndrome"), Samuel Peeples ("Where No Mas Has Gone Before") e Stephen Kandel (autor de "Mudd's Women" e "I, Mudd", que acabou fazendo mais um episódio para o personagem na nova série animada: "Mudd's Passion").As dificuldades de reunir o elenco original para as gravações das vozes na nova série trouxeram alguns problemas técnicos. O saudoso DeForest Kelley reclamou na época que como em muitos episódios os atores gravavam suas participações em diferentes datas e em diferentes estúdios, atrapalhava muito a interação entre os personagens.Do elenco original, todos estavam de volta, menos Walter Koenig (Chekov). Mas mesmo sem seu personagem, Koenig contribuiu para a série, escrevendo um dos episódios, intitulado "The Infinite Vulcan". Majel Barret (enfermeira Chapel) e James Doohan (Scotty), além de seus personagens, ainda dublaram diversos alienígenas. O motivo para atores em mais de um papel e a ausência de Walter Koenig foi a falta de verba, pois para ter todos os atores originais envolvidos nas dublagens, os desenhos tornaram-se a série de animação mais cara da época. A falta de dinheiro pôde ser sentida também na animação propriamente dita. Enquanto desenhos de 24 minutos ao estilo Disney requeriam mais de dezessete mil desenhos individuais, a Filmation criou para cada episódio de Jornada cerca de cinco a seis mil desenhos individuais. Rostos, poses e sequências de animação com membros da tripulação andando ou correndo foram extensivamente reutilizados episódio após episódio para conter despesas, resultando em cenas repetitivas e exaustivas de se assistir.Através de animação seria muito mais fácil incluir tripulantes alienígenas bem esquisitos. Um exemplo é o novo navegador da Enterprise, tenente Arex, um humanóide de três braços e três pernas dublado por James Doohan.A equipe de animação fez a ponte da Enterprise idêntica à da Série Clássica, exceto por ter mais um turboelevador, que nunca havia aparecido antes. Os demais compartimentos da nave, como sala de teletransporte e corredores, também seguiram fielmente o que foi mostrado na série original.Tudo estava no lugar. Vozes corretas, cenários fieis, a confiável Enterprise em sua missão de cinco anos e mais algumas boas surpresas. E em 8 de setembro de 1973, exatamente sete anos após a estréia da série original na TV americana, "Jornada nas Estrelas - A Série Animada" debutava na telinha, em um sábado de manhã, às 09h30, um horário voltado exclusivamente para crianças.Devido à qualidade dos desenhos animados da época, muitos críticos louvaram a série. O "Los Angeles Times" disse algo como "a série animada de Jornada nas Estrelas é um Mercedes em uma corrida com carrinhos de rolemã". O "Washington Post" achou "fascinante", porém se perguntava se os roteiros não eram elevados demais para o público alvo, as crianças, e a revista especializada em ficção-científica "Cinefantastique" deu a entender que via a série como "um drama com interesses humanos, justamente o que faz as séries com atores de carne-e-osso serem tão interessantes às vezes". A revista ainda disse que as crianças achariam a série "terrivelmente enfadonha".Porém, embora a intenção de todos fosse a melhor possível, a crítica reconhecesse o bom trabalho, e o programa ainda tivesse ganho o Prêmio Emmy de melhor série para crianças, essa versão de Jornada acabou sendo a mais curta da história do franchise, com apenas duas temporadas (1973-1974) e 22 episódios.
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